Coral Cora Coralina

O Coral Cora Coralina é formado por professores, pais e amigos da escola. Todas as 5ª feira das 16h às 17h com a Prof. Nellek. Venha cantar com a gente!

Coral Cora Coralina canta no restaurante Sol do Meio Dia.

Vivência Culinária

Vivência Culinária com a Paula, chef do restaurante Sol do Meio Dia

Sábado, 23/05 das 14:ooh às 18:30 no Jardim Escola Cora Coralina.
Valor: R$60,00 (Incluso ingredientes, apostilas e o jantar)
Menu: Arroz cateto com oleaginosa, creme de tomate e cenoura, esfirra de brócolis, pão integral, inhame assado, nabo digestivo, bicoito de polvilho e torta de damasco com maçã.

Inscrições: 3233-5549 e 3232-6063

TODA A VERBA DA VIVÊNCIA SERÁ REVERTIDA PARA ESCOLA CORA CORALINA.

CAFÉ COM POESIA

Quinta feira, dia 30 de Abril às 18hs tem Café com Poesia na Escola Cora Coralina.
Cada um leva um prato gostoso para alimentar a barriguinha e uma poesia, música, história... para alimentar o coração. Lembrando que o evento nasceu de um grupo de pais entusiasmados e interessados em dar uma "forcinha" pro âmbito financeiro da escola. Adulto $8,00 e criança $3,00.
A gente se encontra!

O Movimento e a Criança


Passeio do Jardim e o Maternal

Aproveitando a boa localização da escola, realizamos passeios semanais até a praia pela trilha do final da rua. A intenção desses passeios é realizar uma caminhada na natureza, permitindo que a criança fortaleça seus membros, movendo o corpo livremente no ambiente natural.


De fato, até algumas décadas atrás, os seres humanos costumavam caminhar muito, não havia a facilidade dos carros e outros transportes. Sendo assim, nosso corpo é adaptado para caminhar grandes distâncias. Mas atualmente muitos de nós nos encontramos presos ao comodismo e utilizamos o carro exageradamente. Assim nossas crisnças acabam caminhando pouco e perdem grandes etapas no desenvolvimento corpóreo.


O passeio à praia, além de fortalecer a vontade e os membros, torna-se especialmente prazeroso nessa época, quando caminhamos descalços na areia, possibilitando aos pés sentirem diferenças de temperatura, textura e densidade. Mesmo no tempo mais frio, ativar os músculos e descobrir que há a possibilidade de caminhar em baixa temperatura e que isso é bom!

Pedimos aos pais que seja dada devida importância a esses momentos, preservando seus filhos no dia anterior de um excesso de atividades e sono tardio, pois as crianças saudáveis devem acordar naturalmente dispostas a esse tipo de atividade (um sono de doze horas é o que eles precisam). E que permitam também que eles descansem após essa manhã ativa na escola. Também é importante o uso de chapéu e sandálias leves que facilitem a colocação e remoção durante o passeio. Se seu filho estiver doente, ideal seria poupá-lo do esforço, trazendo-o para a escola por volta das 10:00h. As professoras se encarregam em levar água para todos e fazem muitas brincadeiras no caminho e na beira da praia! Esse momento é muito especial, e desfrutamos do privilégio de estarmos perto do mar, em um lugar de tantas belezas naturais.
Solicitamos aos pais, que voluntariamente possam nos acompanhar no passeio, falem antes com as professoras. Assim organizaremos de modo que todas as crianças tenham a oportunidade de que seu papai e mamãe caminhem conosco. Professoras Diana e Giuliana


Fotos: Léo Maia

Carnaval da Cora







Fotos: Léo Maia

O Primeiro Dia

Fotos: Léo Maia


No primeiro dia de aula do 1º ano, as crianças são recebidas com amor e carinho. É um momento muito especial quando elas passam do jardim de infância para o ensino fundamental.


Essa passagem é simbolizada lindamente pelo arco de flores, pelo qual cada um dos alunos devem transpôr, e assim, entrar num novo momento de suas vidas. É quando conhecem o professor que vai acompanhá-los durante suas vidas escolar.


Apór ouvirem uma história e músicas oferecida pelos alunos mais velhos, eles são levados para classe. Agora fazem parte do grupo do 1º ano e estão prontos para realizarem muitas descobertas juntos.

II Seminário Caminhos da Infância

‘Primeiros passos - cuidados integrais das crianças de 0 a 3 anos’

Não violência desde o berço

Aliança pela Infância

UNESCO

SESCSP

19, 20 e 21 de Novembro de 2008

A Aliança pela Infância (www.aliancapelainfancia.org.br), movimento mundial presente hoje em mais de 20 países, surgiu em 1998 na Inglaterra e nos Estados Unidos e em 2001 no Brasil e constitui-se em um novo modelo de cooperação internacional. Em torno da preocupação com a infância unem-se organizações, instituições e indivíduos (formadores de opinião, pais, educadores, terapeutas, médicos, ambientalistas, nutricionistas, etc.) que atuam com um mínimo de formas organizacionais externas e de investimentos financeiros, e com o máximo de eficiência e difusão.

A Aliança pela Infância está especialmente preocupada em conscientizar educadores, médicos, pais, políticas públicas, etc. a respeito dos problemas que afligem a infância hoje e em mostrar caminhos para cuidar dos mesmos nas áreas de saúde, cultura, educação, artes, gravidez e parto humanizados, entre outros.

Justificativa

Em Julho de 2007 a Aliança pela Infância organizou, em parceria com o SESC São Paulo e com o apoio da UNESCO, UNICEF, Associação Palas Athena, Associação Comunitária Monte Azul, entre outros, o I Seminário ‘Caminhos da Infância’ ao qual compareceram 650 pessoas com muito interesse pela situação da Infância e com a presença de representantes internacionais da Aliança pela Infância e reconhecidos profissionais brasileiros preocupados com a causa da criança.

Frente à urgência em levar consciência, informação e suscitar a mobilização dos diferentes atores responsáveis pelas crianças, a UNESCO e a Aliança pela Infância, propõem para este ano de 2008 o II Seminário ‘Caminhos da Infância – Primeiros passos - cuidados integrais das crianças de 0 a 3 anos- Não violência desde o berço’

Os primeiros anos de vida constituem as bases emocionais, corporais, cognitivas e sociais na vida do ser humano. Tudo o que a criança vive e recebe como estímulo fica gravado na sua memória ‘orgânica’ e tem conseqüências irreversíveis, tanto positivas quanto negativas, para o resto da vida do ser humano. Considerando a urgência e a importância desta temática, a Aliança pela Infância abre espaço para a partilha e atualização de informações e o debate sobre este período essencial da vida.

Objetivos:

1) Contribuir com informações à respeito do período que vai do nascimento até os 3 anos, à respeito do desenvolvimento integral da criança;

2) Oferecer um espaço de debate e reflexão com especialistas nas diversas modalidades;

3) Realizar um intercâmbio de experiências bem sucedidas na área.

Programação

    - 1º. Dia 19 de Novembro

    19:00 hs. - 20:00 hs. – Credenciamento

    20:15 hs. – Apresentação orquestra infantil

    20:40 hs. – Abertura oficial com representantes da Aliança, SESC e Unesco

21:00 hs. – 22:30 hs. – Palestra de abertura – Alejandro Acosta – Diretor Regional da Oficina do Cinde - Centro Internacional de Educación y Desarrollo Humano – Colômbia.

Mediador: Vera Melis

- 2º. Dia 20 de Novembro

10:30h – 13:00 hs. - Mesa redonda 1 - ‘Onde tudo começa’

* PIM – Primeira Infância Melhor – Rio Grande do Sul (40’)

* As descobertas das neurociências e a sensoliaridade do feto – Iole Cunha – Neonatologista – RGS. (40’)

* A importância da vincularidade nos bebês – Saul Cypel – neuro- pediatra, Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (40’)

Mediador: FMCSV

Almoço – 13:00h - 14:30h

      14:30 hs. – 16:00 hs. - * Palestra – Helle Heckman – Conferencista internacional, nascida na Dinamarca, representante da Associação Internacional dos Jardins Waldorf -

      ‘O brincar - a proposta da pedagogia Waldorf para as crianças pequenas’

Mediador: Chantal Amarante

Intervalo – 16:00 hs. – 17:30 hs. – Cocktail e lançamento de livros

Christopher Clouder e Helle Heckman

17:30 hs. – 20:00 hs. - Mesa Redonda 2 – ‘A SUPERAÇÃO DA DOR’

* “O bebê no Hospital” – Wellington Nogueira – Doutores da Alegria

      * ‘Observação de bebês’ – Dulce Nunes – Univ. Saúde Pública do RGS (no teatro ou auditório)

Mediador: André Trindade

      20:00 hs. Apresentação dos Doutores da Alegria.

- 3º. Dia 21 de Novembro

9:00 hs – 11:45 hs. - Mesa Redonda 3 - ‘ALIMENTO DE CORPO E ALMA’

* Aleitamento materno - Juliana Dellare Calia - CREN

* Nutrição – Luiz Fernando de Carvalho – Pediatra (40’)

* Os bebês nas creches – a experiência da Favela Monte Azul – Renate Keller Inácio – Pedagoga da Associação Comunitária Monte Azul (40’)

      Mediador: Fundação Orsa

    12:00 hs. – 13:15 hs. - Palestra – Danielle Wolf Baldi – CEDUC

      Mediador: Maria Alice Proença

Almoço - 13:30 hs. – 15:30 hs.

15:30 hs. - 18:00 hs. - Mesa Redonda 4 - ‘As linguagens expressivas na primeira infância’

      • As múltiplas linguagens – Marina Dias – Faculdade de Educação da USP
      • Corpo, gesto e movimento – André Trindade – psicólogo e psicomotricista
      • Autonomia e socialização dos bebês – Zilma Ramos de Oliveira – Prefeitura Municipal de Educação de SP

      Mediador: Adriana Friedmann

Público:

Cuidadores, educadores, psicólogos, professores, atendentes, terapeutas corporais, médicos, nutricionistas, enfermeiros, pais e interessados em geral.

Local

SESC Pinheiros

Apoios

Abrine

Associação Comunitária Monte Azul

Associação Palas Athena

Conpaz – Conselho Parlamentar pela Cultura de Paz

Editora Antroposófica

Editora Vozes

Federação das Escolas Waldorf

Fundação Maria Cecília Souto Vidigal

Fundação Orsa

Omep – Organização Mundial de Educação Pré Escolar

SESC SP

Steps

Unesco

Unicef

Umapaz

Patrocinadores

Aliança pela Infância

Federação das Escolas Waldorf

Fundação Mahle

Fundação Maria Cecília Souto Vidigal

Fundação Orsa

Fundação Software

Realização

Aliança pela Infância no Brasil

SESC São Paulo

UNESCO

DESPERTANDO PARA A QUESTÃO SOCIAL NO II CONGRESSO BRASIL DE PEDAGOGIA WALDORF


Grupo de Mobilização ao Estudo e Discussão de um Currículo Social amparado pela Federação de Escolas Waldorf do Brasil.

“Como vivem na criança e no jovem os impulsos sociais e os impulsos anti-sociais?”

Prof. Mário Zoriki (Horizonte Azul)

Nos dias de hoje, em que estamos desenvolvendo a nossa “alma da consciência”, de acordo com R.Steiner predominam as ações anti-sociais (Steiner, 2008). Isto quer dizer que, de forma natural e espontânea, cada vez mais aumentamos o nosso grau de consciência, fortalecendo a atividade individual, egocêntrica (o “Eu” vai se tornando mais forte, autônomo).

O chamado “Currículo Waldorf”, inicia-se desde a vida pré-natal (orientação às gestantes sobre movimentos adequados, alimentação, parto natural, amamentação, sobre o malefício do som eletrônico, etc), seguido do adquirir de autonomia corpórea, liberdade de expressão e auto-confiança nos anos em que mais se aprende na vida – os três primeiros anos.

O aprendizado que se segue, imita “o gesto humano” de um familiar, de uma comunidade, de um povo, de uma raça.

No sétimo ano de vida, já no primeiro dia de aula do ensino fundamental, encontramos a primeira lição sobre “o aprendizado do impulso social”: o aprender a ouvir. Assim pronuncia R.Steiner:

    “ ... Trata-se de, realmente, educarmos nossas crianças de maneira que elas, por sua vez, aprendam a atentar para o mundo em redor, para seus semelhantes. É este, aliás, o fundamento de toda vida social. Hoje, todos falam de impulsos sociais, mas entre as pessoas existem impulsos puramente anti-sociais. O socialismo deveria começar pelo fato de as pessoas reaprenderem a prestar atenção nos outros. Isto só será possível quando elas, de fato, aprenderem a se escutar mutuamente.(Steiner, 2003)

Orientada pelo ideal da Trimembração do Organismo Social (Hann, 2007), nasceu a primeira Escola Waldorf em 1919, para os filhos dos operários da Fábrica de Cigarros Waldorf-Astória.

A idéia da “trimembração do organismo social” choca a muitos de nós, porque a consideramos utópica,ilusória; no entanto, os atuais sintomas da vida nos séculos XX e XXI: fome, caos social e violência aos recursos da natureza, esclarecem-nos sobre a necessidade de se buscar e de tornar real uma outra visão-de-mundo.

Foi reconhecendo que, para o desenvolvimento de uma outra visão-de-mundo, é preciso “escutarmos” o que se revela no nosso entorno e nas nossas práticas diárias (de educadores e educandos) que foi levado ao II.Congresso Brasil de Pedagogia Waldorf Ribeirão Preto, julho 2008) a proposta de se despertar a partir das questões sociais que já ecoam nas almas de professores; pistas do caminho a ser trilhado.

Nesse sentido, jovens alunos, mobilizados pela importância que atribuem a esse despertar da comunidade, presentearam todos os participantes do Congresso com “esquetes”, nos intervalos do evento, culminando com uma apresentação teatral do poema “Eros e Psique” de F. Pessoa na noite cultural. Professores ainda tiveram a chance de participar da Oficina “Currículo Social” que aconteceu ao longo do Congresso. Foi distribuído a todos os participantes um livreto “A vocação social da Pedagogia Waldorf – da consciência à realização” que relata alguns passos dados na reflexão sobre um currículo social no contexto da Pedagogia Waldorf.

O jovem que quer ser despertado e ver o mundo desperto

Profa. Kátia R. Galdi (E.W.Francisco de Assis)

A coragem despontou devagar e sorrateira e de uma simples maneira se instalou nos arredores da E.W. João Guimarães Rosa, durante os cinco dias de julho, no Congresso Pedagógico.

Além de inspirarmos no ar os conteúdos da Ciência e da Arte Pedagógica, os mestres ora na 2a , 3a, 4a ou 5a feira vislumbraram a prática social que o vasto currículo dispõe e mergulharam na imagem viva de Fernando Pessoa, em seu poema romântico lúcido, invocando a consciência a transitar entre o sonho e a realidade, reluzindo o tempo do passado ao futuro...

Representando o 9o ano da Escola Waldorf Francisco de Assis, duas alunas indicaram em seus gestos a dramaticidade que Fernando Pessoa deu à palavra; palavra esta que se volta ao mundo sem fronteiras geográficas, políticas, econômicas, culturais, sociais ou temporais.

É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem. Lembrando o passado, a Pedagogia Waldorf nasceu e fez vida germinativa através do maior desafio que o homem pôde viver na pós-modernidade: o impulso social; aquele que dorme como a princesa de Fernando Pessoa dormia no balanço, no gramado, ou mesmo na árvore, esperando o infante lhe acordar... Ao despertar de dentro para fora, o mundo ganhou a virtude mais sagrada da era cristã: o amor.

Nele vive a força, a coragem, a perseverança regeneradora; aquela que cada professor, cada homem, cada comunidade compartilha com a luta e o suor do dia a dia.

Em cada ponta uma escola, uma ong, pessoas interessadas e atuantes se perguntavam:

    ¾ Como despertar quem ainda dorme?

    ¾ O que fazer para viver na alma da escola o impulso social?

Tantos relatos, experiências vividas hoje, ainda desconhecidas...

Nesse Congresso foi possível olhar de frente para o desafio da nossa era, aquele que impulsionou a existência da pedagogia que tantos no mundo sintonizam; tornou-se real “tocar” na Trimembração do organismo social, ainda que o toque tenha sido tão rápido que nos deixou seu rastro.

Escolas se abrindo para abraçar outra cultura (como o 7o ano da E.W. Rudolf Steiner em contato com os índios Pataxós), envolvê-la em seus braços permitindo às crianças compreender que as diferenças podem e dever ser somadas.

Essa prática possibilita ultrapassarmos o umbral do conhecimento chegando à conquista da liberdade; aquela em que o amor está presente, despojado de quaisquer obstáculos.

Se voltarmos à cena das meninas-princesas, perceberemos que o segredo para a conquista desse umbral deve alcançar a virtude da paciência; não de forma passiva, mas sim de maneira ativa, vivaz, audaz e serena. Um dia será... Pode ser hoje. Que tal começar?

Algumas perguntas que vivem entre nós

A oficina “Currículo Social” contou com a participação de 25 educadores de 14 escolas e instituições do nordeste, centro-oeste e sudeste do país, acolhendo reflexões e perguntas que vivem entre os professores e entre todos da comunidade Waldorf (sejam alunos, funcionários ou pais):

    • Como fazer viver intensamente, dentro da escola, ações e vivências sociais em cada faixa etária?
    • Excursões pedagógicas deveriam ter, também, um caráter de “conviver com aquela outra cultura” e não apenas o sentido de ampliação de conhecimentos.
    • Como fazer com que, nas instituições antroposóficas, professores, médicos e terapeutas não se tornem uma “elite”?
    • Como preparar os alunos bolsistas e os não-bolsistas para um convívio harmonioso? Temos, na mesma sala de aula, criança que vive próximo a esgoto a céu aberto e criança que passa três meses de ferias na Europa.
    • Como preparar os pais para aprenderem a compreender e a conviver com crianças e familiares de diferentes condições sociais?
    • Trabalhando em Escolas Waldorf e vivenciando, na mesma cidade, crianças e jovens em situação de risco, como fazer para realizar algo?
    • Como fazer a parceria Escola Pública-ONG-Escola Waldorf?
    • Como fazer com que cada projeto social não se torne repetitivo, rotineiro? Pois cada classe tem sua característica peculiar e o “seu projeto social”.
    • Como uma Escola Waldorf por desenvolver trabalhos sociais em uma comunidade onde há famílias com grandes problemas de desnutrição, de abusos (violência doméstica, etc.)… já tem dificuldades em administrar a (própria) escola… Seria demais para o professor? Falta assistente social, psicólogo… Entretanto, não dá para ficar insensível a esta situação social…
    • O jovem do 3o setênio da Escola Waldorf, que teve uma boa formação, indigna-se com o que vê no mundo atual. Precisamos oferecer algo para esta indignação do jovem. Precisamos algo para o 3o setênio que tem que virar currículo; isto já acontece em algumas escolas públicas e em particulares.
    • Como fazer com que o corpo docente envolva-se neste movimento do currículo social? O que impede?
    • O impulso social tem que vir de dentro. Ou já se nasceu com ele, ou através de estudo sobre a “Trimembração do Organismo Social” ou “Como atua o Anjo no corpo astral?”; mas precisa vir de dentro, não pode ser uma espécie de regulamento.
    • Na Fábrica Waldorf-Astoria, os operários tinham aulas sobre questões pedagógicas, questões sociais, Capitalismo, Socialismo, Trimembração do Organismo Social, línguas estrangeiras, durante 30 minutos do seu horário de trabalho diário. O que podemos fazer, hoje em dia, para alimentar a vida d’alma dos funcionários (operários) de uma Escola Waldorf?
São perguntas que incomodam e que precisam ganhar voz, ecoar ainda mais; que precisam se juntar a tantas outras que aguardam uma oportunidade de vir à luz, para que possamos enfrentá-las e transformá-las em ações e práticas que reflitam a vocação social da Pedagogia Waldorf, no seu refazer-se e re-significar-se cotidianos.

Referência Bibliográfica:

HANN, Herbert.O nascimento da Escola Waldorf a partir dos Impulsos da Trimembração do Organismo Social. Tradução: Rudolf Wiedmann. São Paulo: Federação das Escolas Waldorf, 2007.

STEINER, Rudolf. Impulsos Sociais e Anti-Sociais no Ser Humano. Tradução: Sergio Correa e Fernando Silva. Dornach: Editora Rudolph Steiner. 2008.

STEINER, Rudolf. Arte da Educação II (cap. Metodologia e Didática, 4a palestra). Tradução: Rudolf Lanz. São Paulo: Editora Antroposófica, 2003.

Neoliberalismo e Cultura

Texto de Frei Beto
O neoliberalismo não visa a destruir apenas as instâncias comunitárias criadas pela modernidade, como família, sindicato, movimentos sociais e Estado democrático. Seu projeto de atomização da sociedade reduz a pessoa à condição de indivíduo desconectado da conjuntura sócio-política-econômica na qual se insere, e o considera como mero consumidor.Estende-se, portanto, também à esfera cultural. Um dos avanços da modernidade foi, com o advento da democracia, reconhecer a pessoa como sujeito político. Este passou a ter, além de deveres, direitos. Dotado de consciência crítica, livrou-se da condição de servo cego e dócil às ordens de seu senhor, consciente de que autoridade não é sinônimo de verdade, nem poder de razão. Agora, busca-se destituir a pessoa de sua condição de sujeito. O protótipo do cidadão neoliberal é o que se demite de qualquer pensamento crítico e, sobretudo, de participar de instâncias comunitárias. E para essa cultura da demissão voluntária contribui, de modo especial, a TV. Em si, a TV é poderoso instrumento de formação e informação. Mas pode facilmente ser convertido em mecanismo de deformação e desinformação, sobretudo se atrelada à máquina publicitária que rege o mercado. Assim, a própria TV torna-se um produto a ser consumido e, portanto, centrado no aumento dos índices de audiência. Para isso, recorre-se a todo tipo de apelação, desde que os telespectadores sintam-se hipnotizados pelas imagens. O problema é que a janela eletrônica está aberta para dentro do núcleo> familiar. É ali que ela despeja a profusão de imagens e atinge indistintamente adultos e crianças, sem o menor escrúpulo quanto ao universo de valores da família. Se a TV transmitisse cultura - tudo aquilo que aprimora a nossa consciência e o nosso espírito -, ela seria o mais poderoso veículo de educação. É verdade, não deixa de fazê-lo, mas a regra geral não são os programas de densidade cultural, e sim o mero entretenimento - distrai, diverte e, sobretudo, abre a caixa de Pandora de nossos desejos inconfessáveis. A imagem que "diz" o que não ousamos pronunciar. Ao superar o diálogo entre pais e filhos e impor-se como interlocutora hegemônica dentro do núcleo familiar, a TV altera as referências simbólicas fundamentais do psiquismo infantil. É pelo falar que uma geração transmite a outra crenças, valores, nomes próprios, mega-relatos, genealogias, ritos, relações sociais etc. Transmite a própria aptidão humana de uso da palavra, através do qual se tece a nossa subjetividade e a nossa identidade. É essa interação, propiciada pelo diálogo oral, cara a cara, que nos educa às relações de alteridade, faz-nos reconhecer o eu diante do Outro, bem como as múltiplas conexões que ligam um ao outro, como emoções, imagens provocadas por gestos, expressões faciais carregadas de sentimentos etc. A fala ou o diálogo demarcam referências fundamentais ao nosso equilíbrio psíquico, como a identificação do tempo (agora) e do espaço (aqui), e dos limites do meu ser em relação aos demais. Se a fala reduz-se a uma enxurrada de imagens que visam a exacerbar os sentidos, as> referências simbólicas da criança correm perigo. Ela tende à dificuldade de construir seu universo simbólico, não adquirindo sensos de temporalidade e historicidade. Tudo se> reduz ao "aqui e agora", à simultaneidade. A própria tecnologia que abrange distâncias em tempo real - Internet, telefone celular etc. - favorece uma sensação de ubiqüidade: "eu não estou em nenhum lugar porque estou em todos". Muitos professores se queixam de que os alunos não são> tão atentos às aulas. Claro, o sonho deles seria poder mudar o professor de canal... Muitas crianças e jovens demonstram dificuldade de se expressar porque não sabem ouvir. Possuem raciocínio confuso, no qual a lógica derrapa frequentemente no aluvião de sentimentos contraditórios. Acreditam, sobretudo, que são inventores da roda e, portanto, pouco interessa o patrimônio cultural das gerações anteriores (o financeiro sim, sem dúvida). Assim, a cultura perde refinamento e profundidade, confina-se aos simulacros de talk-show, onde cada um opina segundo sua reação imediata, sem reconhecimento da competência do Outro. No caso da escola, este Outro é o professor, visto não só como destituído de autoridade, mas sobretudo como quem abusa de seu poder e não admite que os alunos o tratem de igual para igual... Ora, já que o professor não "escuta", então só há um meio de fazê-lo ouvir: a violência. Pois foram educados pela TV, onde não há o exercício da argumentação paciente, da construção elucidativa, do aprimoramento do senso crítico. É o perde ou ganha incessante, e quase sempre à base da coação. Assim, cai-se numa educação qualificada por Jean-Claude Michéa de "dissolução da lógica". Deixa-se de distinguir o prioritário do secundário, de perceber o texto em seu contexto, de abranger o particular no pano de fundo do geral, para acatar passivamente as pressões de consumo que buscam transformar valores éticos em meros valores pecuniários, ou seja, tudo é mercadoria, e é o seu preço que imprime, a quem a possui, determinado valor social, ainda que destituído de caráter. Demite-se do ato de pensar, refletir, criticar e, sobretudo, participar do projeto de transformar a realidade. Tudo passa a uma questão de conveniência, gosto pessoal, simpatia. Também são considerados comercializáveis a biodiversidade, a defesa do meio ambiente, a responsabilidade social das empresas, o genoma, os órgãos arrancados de crianças etc. É o apogeu do capitalismo total, capaz de mercantilizar até mesmo o nosso imaginário.

3° Aniversário da Escola

Foto: L.E.Pomar
Dia 20 de agosto, aniversário da nossa muito amada Jardim Escola Cora Coralina. São apenas 3 aninhos de vida, mas já temos algumas história pra contar e vivências pra compartilhar. Hoje contamos com a confiança de 38 famílias com filhos matriculados na escola. Contamos também com o grupo de 9 professores, que fazem da Cora sua própria vida, dando-lhe todo amor, atenção e carinho que nossa pequena escola necessita para se desenvolver. Contamos ainda com amigos e colaboradores que juntos olham para o futura da escola.
É com muita alegria e gratidão que comemoramos nosso aniversário. Agradecemos aqueles que sonharam essa escola, acreditaram e a conceberam. Algumas dessas pessoas já não estão mais presentes no nosso dia-dia, mas com certeza nos deixaram presentes. Agradecemos o olhar carinhoso e ajuda concreta que recebemos da nossa escola-mãe, Anabá. São palavras de incentivo, aconselhamentos, trocas pedagógicas, materiais didáticos e material estrutural (mesas, cadeiras...) Que bom podermos contar com esse colo quentinho!
Agradecemos aos "amigos invisíveis", que sem se apresentarem nos deixaram presentes preciosos na porta da escola; foram livros, material de artes e outras preciosidades. Agradecemos aos anjos que zelam pela nossa escola: nossa querida Silvia Figueiredo, que sonhou e com coragem ajudou a concretizar essa escola. Podemos senti-la bem pertinho, nos nossos corações e na lembrança viva de nossas crianças. Tenho a certeza que ela também zela por nós.
Um agradecimento aquela que nos inspira e nos deu um nome; a poetiza Cora Coralina, que não por acaso também nasceu no dia 20 de agosto. Mulher essa, de grande valor, nascida no Goiás , coração do Brasil, mulher da terra, flor do chão. Mescla de fortaleza e sensibilidade. Seja você também nossa zeladora, nossa estrela guia, nossa madrinha.
E muito obrigada à entidade Cora Coralina, que apesar de tão novinha, abraça a tantas famílias e dá sentido à nossas vidas. Somos como uma pedra lançada ao lago, criando círculos cada vez maiores e mais distantes. Círculos de amor e consciência! Obrigada querida escola pela oportunidade de crescimento enquanto grupo e seres individuais que somos. VIVA A CORA!
ou melhor, VIVAS AS CORAS!!!

Festa Junina de 2008


Capelinha de melão
É de São João
É de cravo é de rosa
É de manjericão

Fotos: Ananda ElufAconteceu no dia 28 de junho de 2008 a festa junina da Cora. Teve muita comida, música, apresentação dos alunos, brincadeiras, um bingo que sorteou uma bicicleta, um lindo teatro contracenado pelos pais e claro a fogueira de São João. Veja mais fotos.


Nas escolas Waldorf, as festas anuais são permeadas por poesia, canções e histórias, como a da "Menina da Lanterna", encenadas pelos pais do Jardim de Infância. As crianças cantam e passeiam com suas lanternas coloridas, levando luz e música, afastando o frio e a escuridão. Os participantes acompanham aquela "corrente de vagalumes" na noite fria, celebrando a integração da comunidade escolar e preparando nossos corações para a festa de São João. Com o nosso coração irradiando luz, qual uma lanteninha, iluminaremos o mundo com nossos talentos, com nossa boa vontade, com nosso amor, fazendo cada vez melhor. A festa da lanterna é uma oportunidade de reacendermos, junto com nossos filhos nossa "chama interior".